O produtor brasileiro radicado em Miami não brinca em serviço quando o assunto é música. Leo Oliver decidiu presentear os fãs de tech house na última sexta (08) com nada menos que três lançamentos de uma tacada só. É single novo na sua própria label e EP duplo em uma das gravadoras mais respeitadas da cena - o cara não para mesmo.
O single "Dreams" chegou pela Mukeka Records, a própria label do Leo, e já mostra por que ele está se transformando em um dos nomes mais fortes do tech house atualmente. A faixa é pura magia dançante: grooves hipnóticos que grudam na mente, baixo profundo serpenteando pela mixagem e uma percussão que não dá trégua.
O que mais impressiona em "Dreams" é como Leo consegue equilibrar a pegada pesada do tech house com momentos mais emocionais. Os sintetizadores vêm em camadas bem pensadas, criando texturas que dão aquela sensação de grandeza na pista, enquanto toques melódicos sutis e vocais bem colocados trazem o lado mais humano da track. É exatamente o tipo de som que a Mukeka Records representa: tech house de qualidade com personalidade brasileira.
Mas Leo não parou por aí. O EP "Millionaire" marca sua estreia na renomada Cafe de Anatolia, e que estreia! São duas faixas que mostram toda a versatilidade e criatividade do produtor.
A title track "Millionaire" é aquele tipo de música feita para as horas mais intensas da madrugada. O baixo ondulante cria uma base hipnótica irresistível, enquanto a percussão cristalina e os vocais distorcidos criam uma atmosfera única - é underground na veia, mas com um polish que conversa com o mainstream sem perder a essência.
Já "One of a Kind" aposta nos sintetizadores evolutivos como protagonistas. A faixa é uma verdadeira jornada sônica, com padrões rítmicos inteligentes e modulações de tom que aparecem quando você menos espera. É tech house pensado, que prende a atenção tanto de quem está dançando quanto de quem está ouvindo em casa.
Com 25 anos de estrada e os últimos dez vivendo em Miami, Leo Oliver construiu sua carreira de forma totalmente independente - aprendeu a produzir e tocar sozinho, no autodidatismo puro. Hoje é um dos DJs brasileiros mais respeitados da cidade, sendo residente fixo em alguns dos clubs mais badalados de lá.
O interessante é que Leo não se limita ao projeto principal. Ele também integra o coletivo Nativos (BR) junto com Gianni Petrarca e Rodrigo Vieira - outros dois brasileiros que fazem a cena de Miami ferver. E ainda tem o Olive3, seu alias mais experimental onde explora sonoridades como afro-house, sempre com aquele toque melódico e orgânico que contrasta perfeitamente com a pegada mais tecnológica do Leo Oliver.