2025 está sendo definitivamente o ano de Unfazed. E se você ainda não conhece esse nome, melhor começar a prestar atenção: o produtor brasileiro está prestes a fazer história no Tomorrowland Brasil. Na próxima sexta-feira, 10 de outubro, às 13h, Unfazed será o responsável por inaugurar o palco Crystal Garden na quinta edição nacional do maior festival de música eletrônica do planeta. É tipo aquele momento em que você sabe que está presenciando algo importante acontecer ao vivo.
Para a ocasião, o DJ prepara um set especial que vai misturar seus maiores hits com faixas inéditas. Basicamente, um aperitivo do que está por vir na carreira desse cara que começou a jornada musical aos 7 anos de idade.
Se tem uma música que definiu 2025 no afro house, essa música é "A Gira". Lançada em janeiro, a faixa virou um fenômeno quase instantâneo: chegou ao topo do chart geral do Beatport (a plataforma que todo DJ respeita) e também dominou o ranking de afro house.
No Spotify, são mais de 40 milhões de plays e contando. Mas o ponto alto mesmo foi quando David Guetta – sim, aquele David Guetta, cinco vezes eleito melhor DJ do mundo pela DJ Mag – decidiu fazer um remix oficial da track. Quando um dos caras mais importantes da cena global bota a mão na sua música, você sabe que fez algo certo.
A lista de apoiadores é de dar inveja: &ME, Adam Port, Keinemusik, Maz, Pete Tong... Gente que define tendências na música eletrônica mundial. O suporte desses nomes projetou Unfazed internacionalmente e abriu caminho para seu lançamento mais recente, "Mau Olhado", que saiu pela Deep Root Tribe, gravadora de Francis Mercier, uma das maiores referências do afro house atual.
O reconhecimento internacional levou Unfazed até a lendária BBC Radio 1, da Inglaterra, onde gravou um set exclusivo para uma das rádios mais respeitadas do mundo quando o assunto é eletrônica. Não é qualquer um que recebe esse convite. Mas o segredo do som de Unfazed está longe dos holofotes europeus. Sua trajetória começou com um violão na infância e passou pelas escolas de samba na adolescência, onde aprendeu diversos instrumentos e mergulhou de cabeça nos ritmos e na cultura brasileira. Essa bagagem toda se traduz numa sonoridade autêntica, que mistura as batidas ancestrais do afro house com a levada única que só quem cresceu no Brasil consegue imprimir.
Some isso ao estilo de vida conectado à natureza e ao surfe, e você tem a receita do som de Unfazed: orgânico, dançante e profundamente brasileiro. Enquanto muitos artistas tentam soar internacionais para conquistar o mundo, Unfazed fez o caminho inverso: abraçou suas raízes e deixou que o mundo viesse até ele. E pelo visto, está funcionando muito bem.