A M.E.G.A. está de volta. Em 2026, o evento chega na sua segunda edição mantendo o que fez a estreia funcionar tão bem: uma proposta de pista intensa, contemporânea e conectada com o que há de mais relevante na música eletrônica global. E para representar esse momento, o headliner escolhido diz muito sobre o caminho que o evento quer trilhar — o holandês Maddix, um dos nomes que mais vem moldando a cena nos últimos anos.
Pablo Rindt, o homem por trás do alias Maddix, não é exatamente uma novidade para quem acompanha o circuito internacional. Ativo há mais de uma década, ele começou no universo do big room e foi construindo, aos poucos, uma identidade que mistura techno, trance e aquela energia rave de alta voltagem que domina grandes festivais. O resultado é o que a cena chama de big room techno — um som que trouxe de volta o espírito rave para pistas gigantes sem abrir mão da potência e da estrutura que prende multidões.
Os números ajudam a entender o tamanho do artista: centenas de milhões de streams, milhões de ouvintes mensais nas plataformas e presença constante nos principais festivais do planeta. Ultra Music Festival, EDC, Parookaville, Mysteryland — Maddix já passou por todos eles, e não como coadjuvante. Mas talvez o dado mais revelador sobre o peso de Maddix na cena seja a proximidade com Armin van Buuren. Nos últimos anos, os dois dividiram lineups em eventos ao redor do mundo, protagonizaram os famosos sets F2F — onde tocam frente a frente, um de olho no outro — e foram para o estúdio juntos. Faixas como "Superman" e "Humanity" mostram bem o que nasce desse encontro: a ponte entre a nova estética rave e a tradição melódica do trance que marcou gerações. A parceria funcionou para os dois lados, ajudando Maddix a se firmar como alguém que não só acompanha a evolução do som eletrônico, mas contribui ativamente para ela.
No estúdio e nas pistas, o estilo de Maddix tem uma assinatura própria: kicks pesados, linhas ácidas e construções que transitam entre techno e trance com naturalidade. O seu set na M.E.G.A. deve ser o pico de pressão da noite — um bloco de tracks autorais, colaborações e IDs que vêm aparecendo nas pistas do mundo todo, conduzindo o público por uma jornada sonora sem muita margem para respiro.
E a segunda edição da M.E.G.A. foi pensada exatamente com essa lógica em mente: não um simples lineup, mas uma narrativa contínua onde cada artista que sobe no palco contribui para uma jornada que vai crescendo até o momento de maior intensidade. A ideia é que a noite funcione como um todo — e que o encontro entre a nova energia da cena global e a força da pista brasileira seja algo que você sente, não só ouve.
Quem esteve na primeira edição, em 2025, com Mike Williams, sabe do que se trata. Quem não foi, tem uma boa chance de corrigir esse erro.
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