No dia 25 de abril, Campinas recebe uma das noites mais aguardadas do ano. O CAOS abre suas portas para a estreia de Adam Sellouk na casa, com um lineup que promete passear por diferentes universos da música eletrônica contemporânea.

Adam Sellouk chega direto de uma agenda que inclui os maiores palcos do mundo. Nascido em Israel, o DJ e produtor é um dos nomes mais requisitados da nova geração — e não é difícil entender por quê. Seu som transita entre techno melódico, indie dance e house com uma naturalidade desconcertante, criando atmosferas hipnóticas que grudam na memória muito depois que a música para. O EP "The Antidote", lançado pela icônica Afterlife, foi o que colocou seu nome em definitivo no mapa da cena global. De lá pra cá, Tomorrowland Bélgica, Hï Ibiza, Brooklyn Mirage e Ushuaïa Ibiza já conhecem bem o que ele é capaz de fazer numa pista.

Vale lembrar que essa não é exatamente a primeira vez que Campinas vê Adam em ação — ele já havia passado pelo Gate 22 em 2025, numa das noites mais elogiadas da casa. Mas estrear no CAOS é um capítulo novo, e a expectativa é alta.

Dividindo o espaço com ele, Roddy Lima chega embalado por um momentum impressionante. O paulistano construiu sua trajetória de forma independente e foi conquistando, tijolo por tijolo, espaço em algumas das pistas mais respeitadas do mundo — Space Miami, Hï Ibiza, Warung, Surreal Park, Só Track Boa e Tomorrowland Brasil já estão na lista. Seu som direto e envolvente rendeu suporte de nomes como Fisher, John Summit, Lee Foss, Jamie Jones e Michael Bibi. Lançou em selos como Repopulate Mars, Experts Only e Black Book Records, além de ter assinado uma parceria com Vintage Culture na faixa "Analog Ascent". Mais recentemente, fez sua estreia na BBC Radio 1 ao lado de Pete Tong — um passo que diz muito sobre o tamanho do caminho que já percorreu.

A programação ainda tem muito mais a oferecer. O argentino NUUN, radicado no Brasil há mais de uma década, traz um projeto sonoro construído sobre atmosferas densas, linhas melódicas profundas e pulsos tribais que se desenvolvem de forma orgânica — o tipo de set que puxa a pista pra dentro sem que ninguém perceba exatamente quando isso aconteceu.

Ana Tada representa outra camada importante da noite. A artista transita com elegância entre house, deep house, minimal e indie dance, incorporando referências de jazz, blues, MPB e R&B em sets que são ao mesmo tempo sofisticados e completamente dançantes.

Fechando o lineup, JP Castro aparece como um dos nomes mais promissores da nova geração brasileira. Com apenas 23 anos, o multi-instrumentista e produtor já tem no currículo passagens por Tomorrowland Brasil, Ame, Laroc e Green Valley, além de ter dividido cabine com Eric Prydz, Adriatique e Hernan Cattaneo. Não é pouca coisa.

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No dia 25 de abril, o CAOS entrega uma noite com camadas — de energia, de referências e de talento. Uma daquelas que vale reservar na agenda com antecedência.

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